"Ovelha negra" é uma expressão que descreve um membro de um grupo, geralmente da família que destoa e não se encaixa nos padrões, tem má reputação e que se diferencia por desagradar ou chocar.
A origem dessa expressão vem de
milênios. Na antiguidade, os animais pretos eram considerados maléficos e, por
isso, sacrificados em oferenda aos deuses ou para acertar acordos.
Eu particularmente acredito que isso
decorre do fato de que por milênios, a noite sempre foi muito atemorizante
porque trazia muitos perigos seja por causa de animais ou por causa de ataques
de outros grupos tornando as pessoas muito vulneráveis porque a escuridão era
muito ameaçadora como de fato ainda é até hoje.
As
“ovelhas negras da família” são as pessoas que não se adaptam, são rebeldes,
mais autênticas e independentes.
Jung via a ovelha negra como o "sistema imunológico" do
clã, da árvore genealógica. Ela é o membro da família que é mais perceptivo,
autêntico e preparado e que por isso, denuncia as disfuncionalidades, segredos
e hipocrisias que o resto da família tenta esconder no inconsciente familiar.
Considerando a reencarnação, a ovelha negra é a alma da árvore
genealógica que tem recursos para quebrar padrões negativos que atravessam
séculos na história familiar. Ela encarna para quebrar ciclos tóxicos, agindo
com autenticidade e coragem. Essa pessoa é desbravadora,
desafia regras rígidas e impõe limites saudáveis.
A dor de
ser a ovelha negra da família é diferente para cada um, mas essas pessoas têm
que lidar desde cedo com a experiência de ser rejeitado, criticado e
incompreendido por serem diferentes e não seguir os padrões.
Essas
pessoas são incumbidas de transformar e liberar incontáveis desejos reprimidos,
sonhos não realizados e talentos frustrados por medo, ignorância, preconceito e
orgulho. Elas expõem essas condições através de suas escolhas, atitudes e de
suas consciências mais evoluídas. E suas frequências vibracionais transmutam e
purificam pelo menos em parte essas negatividades. Em vez de serem o problema,
elas confrontam o inconsciente familiar forçando-o a evoluir.
Isso
porque sua rebeldia é terra fértil, sua sensibilidade é água que nutre, sua
mente aberta é o novo ar e sua paixão é o fogo que vem purificar, renovar e
vivificar o coração dos ancestrais.
Essa
tarefa não é leve. Essas pessoas atravessam incompreensões, rupturas, exclusão
e até períodos de solidão. Mas é justamente nesse processo que elas forjam suas
almas, se fortalecem e despertam sua luz. Uma luz capaz de iluminar todo o
sistema familiar e às vezes até bem mais que isso.
As
chamadas “ovelhas negras da família” são, na verdade, caçadoras natas de
caminhos de libertação para si mesmas e para a árvore genealógica se tornando,
muitas vezes, as pessoas mais dispostas e capazes de ajudar nos momentos de
crise.
Por todas
essas questões que essas almas precisam enfrentar, condições emocionais
diversas podem se manifestar:
-
sentimento de desconexão e de isolamento que pode gerar tristeza e até
depressão.
-
maneiras de manter distância dos outros para não sentir a dor da rejeição
novamente.
- muita
raiva e ressentimento por ter sido tratado de forma tão cruel e injusta.
Sugestão:
- não se
intimide e nem se diminua diante das represálias. Os de visão curta não te
compreendem e por isso não te aceitam. Ao longo do tempo vai ficando muito
claro sua força, potenciais evolutivos, sua contribuição original, inovadora e
útil.
-
valorize o poder, os dons e oportunidades de ser quem você é.
- cultive
sua autoestima e fique firme na sua verdade mais essencial e profunda porque
isso se chama empoderamento, e empoderar-se traz liberdade, autoconfiança,
alegria e leveza
- por ser
diferente, há maior possibilidade de querer se aventurar, descobrir novos
lugares, pessoas e ampliar sua visão de mundo e seu espaço interior.
- perceba
que a dor de ter sido rejeitado e excluído gerou empatia para com aqueles que
de um modo ou de outro vivem a exclusão.
Exemplos
de ovelhas negras em estórias infantis e em filmes:
O Patinho Feio e A Pequena Vendedora de Fósforos (Hans Christian Andersen), Simba em o Rei Leão, Harry Potter, Malévola. E é claro, a Rita Lee!
