A baixa autoestima é a dificuldade de enxergar o
próprio valor gerando uma autoimagem negativa, insegurança e autocrítica
excessiva. Geralmente não tem uma causa única e pode ser o resultado de uma
combinação de fatores vividos ao longo da vida que moldam a percepção que temos
de nós mesmos.
Identificar os sinais é o primeiro passo para a mudança:
- Autocrítica excessiva: diálogos mentais negativos constantes.
- Medo da rejeição: dificuldade em dizer
"não" ou impor limites por medo de perder a aprovação alheia.
- Insegurança: falta de confiança nas próprias
capacidades e medo de enfrentar desafios.
- Hábito de comparação: sentir-se inferior aos
outros seja pela aparência, status, talentos, e por aí vai.
- Perfeccionismo: um idealismo irrealista de como as coisas ou você tem que ser.
A baixa autoestima
pode ser causada por fatores externos, por características da própria pessoa ou
por uma mistura desses dois fatores:
- Experiências de Infância: crescer ou conviver em ambientes onde há julgamento constante e pouca valorização dificulta a construção de uma autoimagem positiva.
- Bullying e rejeição na escola na infância e adolescência, molda uma visão negativa de si mesmo.
- Traumas e abusos físicos, emocionais ou sexuais podem causar sentimentos profundos de vergonha e desvalorização.
- Relações tóxicas que diminuem suas qualidades e maximizam seus defeitos.
- Comparação social através das redes sociais, escola, ambiente de trabalho e mesmo na família. A "vitrine" dos outros...
- Ser excessivamente exigente consigo mesmo e ter dificuldade em aceitar erros como parte do aprendizado.
- O hábito de se comparar com os outros em diferentes aspectos tais como: aparência, recursos financeiros, inteligência, talentos, projeção social e por aí vai. Ou seja, a vida maravilhosa e perfeita dos outros...
- Necessidade excessiva de aprovação que faz com que a pessoa dependa da validação externa para se sentir bem.
Melhorar a
autoestima é um processo gradual que pode depender de vários fatores:
- Tratar dores e
traumas emocionais que levaram a esses sentimentos negativos sobre si mesmo.
- Reavaliação de
valores o que implica num aprofundamento do que realmente tem importância na
vida e do que não é tão importante assim.
- Trabalhar no autoconhecimento para reconhecer as próprias qualidades e potenciais.
- Substituir os pensamentos idealizados por algo mais neutro e realista.
- Estabelecer limites porque validar nosso bem-estar é um ato de autorespeito.
- Cuidar do corpo praticando uma atividade não apenas pela aparência. Isso aumenta a sensação de competência e libera endorfinas que melhoram o humor.
- Tirar o peso da perfeição das costas. Quando algo der errado, em vez de se punir, pergunte-se: "O que posso aprender com isso para me sair melhor da próxima vez?"
- Ajuda profissional pode ser fundamental para tratar as causas profundas e hábitos arraigados para romper ciclos.
O fundamental é se libertar do “eu ideal” e tratar
as dores, minimizar limitações e investir nos seus potenciais. A realidade é
que nem tudo é o que parece. Todos nós temos problemas, defeitos e
qualidades. O que interessa é o que fazemos com isso.
Como dizia Nelson Mandela: “Eu nunca perco. Ou eu ganho ou eu aprendo!”
Vem comigo!






